O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentou, na última quinta-feira (19), no Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), a série “Situação Social nos Estados” com os indicadores referentes ao Espírito Santo. Pelos dados divulgados pelo presidente do Ipea, Marcio Pochmann é possível constatar que entre os anos de 2001 e 2009, enquanto a renda domiciliar per capita no Espírito Santo cresceu em níveis acima da média nacional, os índices de violência dispararam e a escolaridade estagnou.
O desempenho escolar do Estado foi dividido em dois momentos pelo Ipea. Entre 2001 e 2005 houve aumento acelerado da escolaridade, mas de 2005 a 2009 o processo desacelerou no Estado. No primeiro período, o indicador cresceu 14%, enquanto no segundo período o crescimento foi de 3,1%. Esses índices são 9,3% e 8,6% para o Brasil e 7,9% e 7,1% para o Sudeste.
Os dados dão conta que a renda per capita domiciliar do País era de R$ 511,5 em 2001. Em 2009 subiu para R$ 631,7, representando um aumento real de 23,5% no período. Na região Sudeste, o indicador passou de R$ 647,5 para R$ 759,5, com aumento real de 17,3%. Neste quesito, o indicador do Estado era de R$ 473,6, em 2001, elevando-se para R$ 633,9, em 2009. Foram 33,8% de aumento na década, representando crescimento muito além da média nacional e também da região.
O índice de homicídios no período subiu na contramão da região Sudeste e do Brasil. No Sudeste, a taxa de homicídios caiu 37% em 2007 e no País a queda foi de 7%. O Estado apresentou aumento de 17,3% na taxa de homicídios. Os mais afetados são os homens com faixa etária entre 15 a 29 anos. No começo da década, o Estado apresentava menor índice de violência do que Rio de Janeiro e São Paulo, mas se tornou, no fim da década, o mais violento da região.
Conheça o documento completo: Situação Social nos Estados – Espírito Santo
Fonte: http://jorgewerthein.blogspot.com e http://ronaldmansur.blogspot.com/